18.7.07
site interessante
não deixe de dar uma espiadinha!!!!
Te amo
SO
17.8.06
Caindo no vazio
- Escuta aqui! - Exclama Amanda para Wayne. - Eu não fui feita para isto. Eu não tenhno nada a ver com isto. Deixa eu ir embora. Eu tenho minha vida para cuidar. Eu te dei muito mais atenção do que você jamais poderia comprar. Fui atencioasa e delicada com você. Oque mais quer de mim?
Com as mãos em seu vestido vermelho, ela se examina. Passa as mão pelos cabêlos e se observa no reflexo do vidro ao seu lado. Tenta arrumar o cabelo todo bagunçado. Dá alguns soluços de choro e continua:
- Olha só oque você fez comigo! Meu cabelo, minhas roupas!...Minhas unhas!
Wayne parece não ouvir oque Amanda diz. Ele anda de um lado para o outro tentando encontrar algo que sirva como corda. De repente, passando sua mão pela parede ele descobre uma pequena canaleta por onde passam fios e cabos.
- Achei! É isto, tomara que sirva.
- Você parece que não não se importa! Mas para mim chega! - Diz Amanda.
Ela puxa o braço de wayne, olha bem no fundo de seus olhos e com a boca quase encostada à boca de Wayne, ela suplica: - Deixa eu ir embora, por favor? Solte esta algema de mim! Eu preciso ir embora.
Wayne olha os lábios carnudos de Amanda. Parece seduzido. Ele passa os dedos pelos lábios de Amanda e se surpreende com o que vê. Amanda fecha os olhos e acha que Wayne está sedendo à seu jogo de sedução, mas Wayne inciste em pesquisar a boca de Amanda com os dedos. Ela abre seus olhos e o interroga com o olhar. Em sua cabeça ela se pergunta: - Oque será que que este idiota está fazendo? Ele não vai me beijar? - Ela percebe que ele a olha com olhar de curiosidade enquanto passa os dedos por sua boca.
- Que batom é este que você está usando? - Pergunta Wayne.
- Porque? Você gosta? - A sedutora Amanda instala um sorriso malicioso em seu rosto.
Wayne por um instante vascila entre sua procura e a sedutora Amanda, mas aparentemente se recupera. - Este é o batom que você sempre usa, não é?
-Sim, mas...
Wayne interrompe a resposta de Amanda e inesperadamente a puxa em sua direção, roubando-lhe um beijo prefundo que faz com que ela se derreta de desejo em meio aos braços fortes de Wayne. Amanda ainda está confusa e na mesma posição, com os olhos fechados e a boca entreaberta, quando Wayne retira um pequeno lenço branco de seu bolso e aperta-o contra seus lábios. Amanda começa a abrir os olhos e ao ver Wayne com o lenço nas mãos, franze sua testa e parece se infurecer. Ela tenta entender oque ele está fazendo e por alguns segundos passa passa sua língua por seus próprios lábios.
- Mas que diabos está fazendo? Será que você não consegue ser um cavalheiro, nucnca?
Wayne dobra o lenço, parecendo não dar importância as perguntas de Amanda. Ele guarda o lenço em seu bolso e retorna sua atenção aos fios e cabos que havia encontrado. Ele consegue retirar um bom pedaço de cabo da parede, depois dá alguns puxões para ver se o cabo é bastante resistente. Ele passa seu corpo por entre o cabo e a parede de forma a deixar o cabo passando pela corrente que une as algemas entre ele e Amanda.
Amanda parece furiosa. Wayne dá alguns pontapés nos conduites por onde passam os cabos e fios para libertá-los da parede, depois puxa amanda para próximo da extremimdade do prédio.
- Vai ser como um grande passeio! Você lembra dos parques de diversão? - Diz Wayne apontanto para baixo.
- Espera ai! Você não quer que eu me jogue com você daqui, não é? Não, não e não! De jeito nenhum. Você é louco se pensa que...
- Escute! - Wayne interrompe. - Não temos opção. Eles vão nos encontrar aqui. Estão vindo. Você só tem que fechar os olhos. Eu conto até trêis e agente pula. Os cabos vão frear nossa queda e nós podemos aterrisar naquela grande piscina lá embaixo.
Amanda tenta olhar para baixo, mas Wayne a impede. - Não olhe! É melhor assim!
- Eu não vou! - Amanda está histérica. Uma mistura de medo e descredo.
Um tiro atinge a parede logo acima de suas cabeças e os dois rapidamente se abaixam, tentando se proteger atrás da borda da marquise. Wayne responde com dois tiros na direção do primeiro disparo. Distantes e protegidos pelo escuro da noite, Wayne consegue ver apenas a silhueta de dois homens que tentam avançar pelo estreito caminho que os separam. Mais alguns tiros atingem a marquise. Amanda com as mãos aos ouvidos, está tremendo e gritando. Wayne dispara mais quatro vezes e se baixa novamente. Sua arma está sem munição. Ele remove o pente vazio e coloca seu último pente de balas.
- Escute Amanda! Estas são minhas últimas balas. Ou pulamos e tentamos uma chance de continuarmos vivos, ou eles vem até aqui, nos matam e nos jogam lá para baixo. Vamos terminar lá de uma forma ou de outra.
- Prefiro morrer e cair à cair e morrer! - Responde Amanda desesperada.
- Vou contar até trêis. Dou cobertura para agente se levantar e pular. Pronta? - Pergunta Wayne.
- Não! - Grita Amanda em desespero.
- Um...
- Não, Não!!! - Amanda aperta o braço de Wayne.
- Dois...
Wayne se levanta, disparando contra seus perseguidores e puxa Amanda pelo braço. Amanda sente o puxão e se joga, aos gritos, caindo no vazio ao lado de Wayne. Os dois caem rapidamente. Wayne balança os braços tentando se mantêr em pé durante a queda. Após alguns segundos a estratégia de Wayne parece funcionar. O cabo passando pela algema se estica e começa a ser arrancado da parede onde estava. Por um instante o cabo trava e freia brutalmente a queda de Wayne e Amanda. Eles são balançados no vazio com um dos braços levantados, pendurados pela algema presa ao cabo. Wayne e Amanda parecem sentir a dor de ter seus corpos pendurados pelos punhos. Amanda agarra a cintura de Wayne com o braço livre e com as pernas. Eles giram e balançam suavemente, mas derepente o cabo cede ao peso de seus corpos e uma nova porção é arrancada da parede onde está instalado. Wayne e Amanda voltam a cair em meio aos gritos de desespero de Amanda. Alguns metros abaixo eles voltam a parar, freiados novamente pelo cabo.
Os perseguidores de Wayne chegam até a borda da marquise e se debruçam na tentativa de enchergá-los, mas é difícil porque eles estão bem distantes e a escuridão da noite emcobre seus corpos. Wayne precente que ele e Amanda não podem permanecer naquela situação por muito tempo. Logo seus perseguidores cortarão o cabo que os segura e a queda daquela altura, sem o freio proporcionado pelo cabo, seria fatal.
Wayne olha em volta e percebe, um pouco distante, ao seu lado esquerdo, uma grande janela de vidro de um dos quartos do hotel. Amanda ainda grita com os olhos fechados.
- Escute Amanda! - Diz Wayne, mas Amanda parece não ouvir.
- Amanda! - Grita Wayne. - Precisamos balançar, ok? Igual aos parques. Para frente e para traz. Você precisa me ajudar, ok?
Amanda olha para Wayne apenas com um dos olhos semi aberto.
Wayne inciste. - Para frente!... Para traz!... Isso!... Frente!... Traz!... Esta funcionando! Muito bem Amanda. Frente, Traz... Isto!... Isto!
Os capangas logo acima, observam o movimento do casal e percebem que eles estão pendurados pelo cabo que sai da parede. Os capangas se olham e sorriem ao perceber a facilidade em eliminar Wayne e Amanda. Os dois capangas se levantam e disparam várias vezes suas armas contra o cabo, fazendo com que ele se parta.
Wayne e Amanda sentem o cabo afrouxar enquanto seus corpos são projetados contra a janela de vidro, impulsionados pelo movimento do balanço que provocavam. Wayne dispara várias vezes contra a janela de vidro que se rompe para deixar passar o casal que aterriza emboladamente em uma grande cama do quarto. Após um violento giro por cima do colchão, wayne aterriza com as costas no chão e com Amanda por sobre seu corpo. Amanda, ainda tonta, levanta sua cabeça vagarosamente se recuperando. Wayne tem os braços lançados para cima de sua cabeça e ainda segura sua arma em uma das mãos. A outra mão algemada à mão de Amanda. Eles se olham por alguns instantes, com paixão. Amanda fecha os olhos e aproxima sua boca à boca de Wayne. Wayne prescentindo o beijo, também fecha os olhos, mas é surpreendido por um tapa em seu rosto.
- Isto é por você ter mentido para mim! - Exclama Amanda, nervosa.
- Mentido? - Wayne parece confuso.
- Você não contou até treis e não havia nenhuma grande piscina lá embaixo.
Wayne olha para Amanda, desconcertado. - Era uma fonte. Me confundi.
- Idiota! Você quase matou agente.
- Eu salvei nossas vidas. - Retruca Wayne.
Amanda se levanta e puxa Wayne consigo através do quarto. - Anda, tira logo essas algemas!
- Não posso! Perdi as chaves na queda.
- Uhrrr! Você é sempre assim tão idiota?
- Escute Amanda! Não temos tempo para isto. Eles ainda estão atráz de nós. Logo vão descobrir que não morremos. Precimos sair daqui, venha!
Wayne sai em direção a porta puxando Amanda pelo quarto imitando o gesto de Amanda.
13.4.06
Personagem: AMANDA TOMASI

AMANDA TOMASI
Descrição Física:105 anos, (o equivalente a 35 anos de nossa época) cabelos loiros longos, olhos azuis, 1,82m de altura, 78 kilos.
Descrição: AMANDA TOMASI é integrante da ONG KMAI PART TIME, uma ONG especializada em oferecer acompanhamento para pessoas que se sentem sozinhas. Na verdade o serviço de acompanhantes é uma faixada para o negócio principal e mais rentável das células que integram a ONG. Sua principal função é investigar, descobrir e negociar informações atraves de uma rede de inteligencia que permeia toda a sociedade da nova terra.
Antecedentes Familiares: Sua Genealogia Ascendente pertence a filo Stravencho TOMASI de Nuan Peti. Paternitários Masculino: Jean Stravencho Tomasi Paternitários Feminino: Denise Nuan Peti Paternitários Hibridos: Nenhum Fecundada em 28 de Março de 2826 DC.
Hábitos e Vícios: Tem o hábito de ler livros românticos antigos. Gosta de comparar seus clientes a personagens como Hobin Hood, Lancelot ou Dartanhã.
Educação: Nasceu em Kolsmile- NT, onde foi criada e educada até a idade de 15 anos quando escolheu continuar seus estudos e se formar pela Kmai Institute. Quando terminou seus estudos, 10 anos após, já estava integrada a ONG KMAI como célula de acompanhamento.
Personalidade: Dona de uma personalidade difícil pois lida com dois grupos antagônicos de sentimentos. O primeiro grupo de sentimentos a torna uma pessoa egoísta, fria e calculista que demonstra ser forte e astuta. O segundo grupo de sentimentos contrapoem uma mulher sensível, frágil, solitária e carente capaz de doar tudo oque tem para preencher estas lacunas.
Gosta de: Ama seu trabalho e acredita que nasceu para fazer o que fazs. Gosta de Praia, sol, boa comida antiga de origem italiana, música clássica e rock antigo. Dinheiro e tudo oque ele pode comprar de luxo.
Não gosta de: Odeia homens burros e pobres. Também não suporta ficar muito tempo na nova terra, prefere uma vida eternamente atribuilada no paraiso a passar poucos minutos sem fazer nada na nova terra.
11.4.06
PARAISO
Hoje comecei meu livro, PARAISO. Por diversas vezes já tentei começar a escrever uma história. No começo tudo anda bem, mas o argumento se encerra e eu perco o motivo pelo qual alguém poderia querer escrever. Imagino se alguém leria aquilo que não tive paciência de escrever?! Na escola, quando tinha próximo de 12 anos, escrevi meu primeiro livro. Um livro de poesias. Simplesmente sentei-me à máquina de escrever e saiu. Achei-o muito bom. A sensação era de tê-lo copiado de algum outro lugar. Não acreditava que podia ser capaz de versar as palavras daquilo que sentia. Depois, aprendi que somente podia escrever o que sentia. Não havia um método ou forma de externar idéias. Poesia era isto. O problema é que sempre quis escrever, e não posso passar a vida esperando meus sentimentos se tornarem verbo, como se eu fosse um médium de mim mesmo. Por isto resolvi dar forma as inúmeras idéias que atormentam minha mente. Idéias que, de tão esquisitas, passam a atormentar a mente de amigos próximos que insisto em incomodar quando resolvo por testá-las. Como essas pessoas, que repetidamente incomodo, continuam sendo minhas amigas, criei coragem para transformar tais idéias em histórias que talvez valham a pena serem contadas.
Do que fala a história deste livro?
Bem, em uma tarde, de um dia de semana, do final do ano de 2001, estava com minha esposa em um fast-food de uma avenida da periferia da zona sul de São Paulo. Estávamos sentados à uma mesa próxima à janela de onde podíamos observar simultaneamente as cidades de São Paulo e de Diadema. Aquela janela nos permitia enxergar uma paisagem urbana muito condensada que expunha um carpete de telhados e construções, muitas delas inacabadas, ruas, muros e um mar de concreto que se estendiam até onde a visão não mais podia alcançar. O padrão se repetia indefinidamente. Perguntei a minha esposa se ela imaginava como as pessoas que viveram naquele mesmo local, no começo do século passado, vislumbravam como seria a paisagem que agora observávamos. Indaguei se, seria capaz, alguém daquela época imaginar um mundo tal qual o víamos agora. Sua resposta me fez viajar pelos tempos e perceber que nós também não somos capazes de imaginar um mundo vindouro. Por mais que tenhamos indicadores e pressupostos, é muito improvável que alguma das definições de futuro que temos hoje se torne realidade. A maioria das ficções científicas apresenta o futuro como uma continuidade do processo promovido pelo industrialismo do mundo moderno. Poucos foram os autores, tal como Julio Verne, que há mais de cem anos conseguiram prever nosso mundo atual.
E você, amigo leitor, já fez esta viagem alguma vez? Já tentou se imaginar com 80 ou 90 anos, vivendo em um mundo totalmente transformado por avanços tecnológicos cada vez mais freqüentes e impactantes em nosso modo de vida? Quem nasceu como eu, próximo à década de 70, ouviu seus pais, tios ou avós dizerem coisas como: "...nós assistíamos televisão de óculos escuros, porque diziam que sem isto poderíamos ficar cegos...", ou "...na minha casa, a carne era guardada dentro de latas de banha para conservá-la por mais tempo...", ou ainda: “...ia do centro da cidade, onde trabalhava, para minha casa, lá na periferia, de bonde e levava quase uma hora...”. Faz muito menos de cem anos que este mundo desapareceu e inventos como o computador pessoal, o celular ou a internet ainda não completaram seus 40 anos de vida.
Mas, afinal, voltemos a pergunta: De que se trata esta história, PARAISO?
Naquele final de tarde, em 2001, olhei pela janela e imaginei um mundo totalmente diferente. Imaginei que as cidades não estavam mais ali. As pessoas tinham-se ido. As fábricas tinham se mudado. E o horizonte resplendia verde e absoluto como foi um dia, muito antes do homem. A terra estava transformada. O fino vidro daquela janela transformava os raios de luz que a atravessavam e incidiam em meus olhos com uma leveza que me fazia enxergar aquela miragem de paisagem de uma forma tão real que tinha a certeza de poder tocá-la, de poder sentir seus aromas e suas temperaturas. Criei respostas para várias perguntas. Algumas vieram rapidamente, outras, foram trazidas por amigos e colegas com quem mais tarde compartilhei esta experiência transcendental. Se as pessoas não estavam mais ali, para onde teriam ido? Para onde foi o mundo que conhecemos hoje? No que ele se transformou? Aquela fotografia da nova Terra e do novo mundo vinha de uma época a mais de 800 anos a frente de nosso tempo.
Transformações profundas aconteceram no globo e fora dele. O que aconteceu com nossa sociedade não foi muito diferente do que aconteceu com outros povos em outras épocas como relatadas na história geral do homem. Nos primeiros vinte anos da virada do século 21 o desenvolvimento tecnológico continuou rapidamente ganhando campo na eletrônica, na computação e na engenharia. A miniaturização dos componentes eletrônicos e eletromecânicos ganhou tanto terreno e importância que passamos a nos referenciar a este período da historia como nano-era. Supercomputadores com processamento poderosíssimos e grande poder de armazenagem podiam agora ser colocados dentro de relógios de pulso ou celulares. O Homem realizou a tão sonhada viagem para planetas próximos e enviou robôs cada vez mais longe. Outros planetas foram descobertos repletos de minerais até então desconhecidos. O homem parecia repetir em uma escala exarcebada e espacial a era das grandes navegaçÕes. Novas descobertas se multiplicavam em todas as áreas da ciência. A vida e o dia a dia das pessoas absorveram esta velocidade de trasnformação.
Mas a miniaturização da tecnologia teve sua fronteira definida pelas caracteristicas das necessidades do homem. Isto já havia acontecido recentemente com a breve historia dos relógios. De seu invento, como instrumento de medição de tempo, utilizado principalmente para fins bélicos, fabricados somente sob encomenda, mediante o investimento de grandes quantias de dinheiro à sua dissiminação em lojas populares por praticamente qualquer esquina do planeta, passaram-se menos de cem anos. No final deste período os relógios deixaram de ser analógicos e se tornaram digitais. Deixaram de ser grandes e imóveis para se tornar de pulso. Trocaram sua extinguível energia mecânica por baterais e células solares. Ganharam precisão atômica e grande poder de armazenagem de dados e processamento e o mais importante: podiam ser comprados por praticamente qualquer pessoa do mundo, pois seu preço passou a ser de apenas alguns poucos dolares. Agora, sabemos que poderíamos ir adiante nesta fronteira e desenvolver relógios ainda menores, com baterias ainda mais capazes, com computadores ainda mais potentes e com precisão ainda maior. Mas isto não é mais necessário. No limite em que chegamos, todas as necessidades do homem, referente a medição do tempo em seu dia a dia, já foram atendidas e com superação.
Em todas as áreas de desenvolvimento e aplicação do conhecimento da nano-era os limites da miniaturização foram sendo definidas pela caracteristica das necessidades do Homem, nas mais diversas áreas. Na medida em que uma determinada área se aproximava deste limite, todos os recursos empregados no desenvolvimento daquele conhecimento e tecnologia eram destinados a outras áreas ainda carentes de desenvolvimento, e assim, o mundo, daquele começo de era, passa por uma aceleraçao no desenvolvimento da condição humana como nunca vista antes.
Sem sombras de dúvida, a área mais beneficiada pela expansão destas fronteiras foi a da bio-tecnologia. A rápida expansão do conhecimento nesta área fez milagres pelo Homem. Doenças de muito tempo reconhecidas como incuráveis ou de dificil tratamento tais como a AIDS e o CÂNCER passaram a ser tratadas como simples resfriados. Em um primeiro momento o homem passou a viver melhor, com muito mais qualidade de vida e após algum tempo passou também a viver mais. A expectativa de vida do Homem da primeira metade do século 21 ultrapassou a fronteira dos 120 anos de idade. O Homem podia então, gerar descendentes por um período muito maior de tempo fato que resultou em um aumento espantoso do numero de seres humanos no planeta. A raça humana cresceu mais de cinco vezes o número de indivíduos da segunda metade do século 20. Esta explosão populacional não teria sido possível se outras áreas correlatas também não tivessem dado seus saltos. A produção de alimentos no mundo foi uma destas surpreendentes transformações. A tecnologia associada a manipulação genética permitiu que homem não dependesse mais dos intempéries climáticas para plantio e colheita de alimentos. Até mesmo a terra deixou de ser necessária para suas produções. Novos alimentos, desenvolvidos apartir de cruzamento bio-mineral produzidos em laboratório passaram a ser a grande fonte de alimentação para bilhões de individuos em todo o planeta e diferente doque muitos imaginavam no final do seculo anterior, a fome foi irradicada do planeta e não se esgotaram os recursos naturais por conta desta explosão demográfica.
Mas mesmo com toda esta condição favorável à vida no planeta, houve um grande fenômeno inusitado e inimaginável com a humanidade. Uma migração de proporções épicas. A humanidade começõu a se deslocar das antigas megalópolis para as novas cidades que começaram a surgir apartir da segunda metade do seculo 21.
Esta talvez tenha sido a transformação mais notável pela qual o Homem tenha passado desde quando abandonou seus parentes primatas. Este fenômeno foi tão impactante na história do Homem que apartir de então passamos a dividi-la em dois grandes blocos: antes da grande migração ou era pré-migração e após a grande migração ou era pós-migração.
...(Continua)